Crítica: A Guerra Está Declarada (2011)

Resumo: O Clube do Filme fala sobre o longa-metragem francês "A Guerra Está Declarada", da diretora Valérie Donzelli. O filme foi o candidato francês ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e conta a história de um casal que descobre que seu filho tem um tumor cerebral. Confira a crítica!


O filho de um jovem casal é diagnosticado com um tumor cerebral

 

A relação biografia x obra sempre causou interesse e curiosidade. Na literatura, o crítico Sainte-Beuve acreditava que o trabalho de um escritor era necessariamente um reflexo de sua vida pessoal. Sem cair no radicalismo do crítico francês, podemos afirmar que uma obra de arte carrega em maior ou menor escala um pouco daquele que a fabrica. No cinema, temos casos interessantes. Federico Fellini, por exemplo, incluiu vários elementos autobiográficos em Amarcord (1973) e 8 1/² (1963). Em Persepolis (2007), de Marjane Satrapi, temos um caso explícito de uma autobiografia nos moldes tradicionais, onde até mesmo os nomes verídicos são mantidos. Outros casos são mais complexos. Em Noivo neurótica, noiva nervosa (1977), Woody Allen fala sobre um casal, interpretado por ele e Diane Keaton, que também formavam um casal na vida real na época. A personagem de Keaton chama-se Annie Hall (Annie é o apelido da atriz e Hall, o sobrenome). Apesar do diretor afirmar categoricamente que o filme não é autobiográfico, a comédia tem, sem dúvida, uma forte relação com uma realidade preexistente. E foi através da persona que Allen criou nesse filme, que o diretor passou a ser reconhecido. 

 

 


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